terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Desgovernado!

O "cabeça balão" é um blog desgovernado. Portanto, sinta-se a vontade, entre, olhe, fale o que der na telha e volte quantas vezes quiser.
Vamos perguntar?
A curiosidade não tem remédio.
Se você também é um curioso ou curiosa incurável a respeito do "mundo", está inserido 100% em "cabeça balão".
Agora, entre e aproveite!

8 comentários:

  1. Olá!!!!
    Li (na verdade, reli...rs)um trecho de um romance e, após esta renovada experiência, fiquei por algum tempo pensando sobre o mistério que envolve o tempo, as lembranças, as "verdades e mentiras" que atravessam o nosso pensamento... Quero dividir com você, mesmo não podendo explicitar o contexto, como um convite à necessária reflexão:
    "O tempo, conforme um muro, uma torre, qualquer cosntrução, faz com que deixe de haver diferenças entre a verdade e a mentira. O tempo mistura a verdade com a mentira. Aquilo que aconteceu mistura-se com aquilo que eu quero que tenha acontecido e com aquilo que me contaram que aconteceu. A minha memória não é minha. A minha memória sou eu distorcido pelo tempo e misturado comigo próprio: com o meu medo, com a minha culpa, com o meu arrependimento". (Trecho do romance "Cemitério de Pianos", de José Luís Peixoto, págs. 138 e 139).
    E então? O que lhe parece?
    Abç,
    Elionai.

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  2. ...Continuando...
    Há um poema (no romance "Cemitério de Pianos") que também queria dividir, qual seja:
    "na hora de pôr a mesa éramos cinco:
    o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
    e eu. depois, a minha irmã mais velha
    casou-se. depois, a minha irmã mais nova
    casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje
    na hora de pôr a mesa, somos cinco,
    menos a minha irmã mais velha que está
    na casa dela, menos a minha irmã mais
    nova que está na casa dela, menos o meu
    pai, menos a minha mãe viúva. cada um
    deles é um lugar vazio nesta mesa onde
    como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
    na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
    enquanto um de nós estiver vivo, seremos
    sempre cinco".
    (José Luís Peixoto)
    Que bom saber que neste final de ano a nossa mesa estará completa....
    Abç
    Saudade.
    Seu irmão do meio....

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  3. "Mesmo em nossos devaneios mais descontrolados e errantes, assim como em nossos sonhos, notaremos, se refletirmos, que a imaginação não vagou totalmente a esmo, porém havia sempre uma conexão entre as diferentes idéias que se sucediam" ---David Humme---

    Fui remetido a este trecho do pensamento de Humme em suas Investigações Sobre o Entendimento Humano.

    A questão que me chama atenção é a "conexão" das idéias contidas na memória. Verdades e mentiras não importam e nem existem mais... Existem apenas-se é que de fato existem- as conexões...

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  4. O meu irmão do meio... como sinto sua falta meu querido irmão...
    Mas uma coisa é certa. Você está sempre perto, dentro do meu coração e nas minhas memórias, desde as mais remotas.
    Também sinto saudade de você que é um querido Irmão, amigo e mestre.

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  5. Olá dileto!
    A ideia de um blog é genial, pois, decerto, muitos pensamentos poderão germinar a partir das "provocações" que eventualmente nos propor.... acho que a filosofia, entre outras coisas, é isso: "provocações" que promovem "inquietudes"...
    O que, atualmente, lhe provoca "inquietudes"?
    A mim, a despeito do tempo, restaram os romances e a poesia (deleite e renovação para a alma) e, quando em vez, necessárias e fundamentais "inquietudes"....
    abç.
    Nai

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  6. Prezado,
    Há algum tempo, lançaram em um concurso o tema que se segue, qual seja: "Assim é (se lhe parece)". Na época, não citaram o
    autor, mas trata-se de uma assertiva de Luigi Pirandello (1925).
    Na ocasião, fui procurado por alguns colegas que me perguntaram (se acaso enstivesse nesta situação) o que escreveria.
    Estas questões de concurso são sempre inusitadas e, por vezes, controversas....mas arrisquei que, de repente, começaria citanto Arthur Schopenhauer, quando escrevera "O mundo é a minha representação".... ou então, uma citação de Nietzsche, qual seja: "Todo homem que dotado do espírito filosófico há de ter o presentimento de que, atrás da realidade que existimos e vivemos, se esconde outra muito diferente,e que, por consequência, a primeira não passa de uma aparição da segunda"....
    Acho que meus comentários não ajudaram muito, pois os colegas ainda ficaram um tanto quanto aturdidos com o que chamaram de "subjetividade do tema".
    O que você acha?
    Eu intuo muitas possibilidades, mas para um concurso (onde a máxima é eliminar) não sei se minhas proposições seriam válidas (o que não as anula, em princípio)....
    abç

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  7. Nobre filósofo, Elionai!
    Mais uma vez, recebo com alegria suas palavras...

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  8. Quando se fala de "realidade" a questão encontra-se, absolutamente, não pacificada dentro da tradição filosófica, contudo se necessário se fizer esboçar opinião a esse respeito visto do ponto de vista citado (assim é [se lhe parece]), acredito ser um bom começo as proposições citadas.
    Seria possível também abordar criticamente o tema no que diz respeito as idéias platonizantes da realidade, assim seria tomado um caminho diverso do que proposto pelo nobre filósofo, pois a partir de uma abordagem não platonizante ou não Kantiana o mundo(realidade) não é, necessariamente, representação, num sentido de realidade circundante, mas muito mais "vontade" a "vontade" que inunda o pessimismo filosófico de Scchopenhauer.

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